A gestão contratual em projetos de construção influencia diretamente o equilíbrio entre prazo, custo e escopo. No entanto, o setor ainda trata contratos como eventos jurídicos pontuais, e não como processos contínuos de gestão.
Nesse contexto, os sócios Felipe Lisbôa e Marcelo Marchetti analisam esse desafio em artigo publicado no Valor Econômico. O texto destaca como decisões tomadas após a assinatura impactam o desempenho dos projetos.
De acordo com o estudo citado, contratos podem perder, em média, cerca de 11% de valor após a assinatura. Esse resultado decorre, principalmente, de falhas na fase de execução.
Entre os fatores mais recorrentes, destacam-se a negociação reativa de pleitos, o controle limitado de aditivos e a falta de planejamento para renegociações. Como consequência, projetos enfrentam aumento de custos, disputas e perda de eficiência.
Além disso, a ausência de mecanismos claros de governança compromete a tomada de decisão. Por isso, as equipes passam a atuar de forma reativa, o que amplia riscos ao longo do contrato.
Diante desse cenário, a gestão contratual deve assumir papel ativo. Para isso, é essencial estruturar processos, definir responsabilidades e implementar revisões periódicas. Dessa forma, as equipes conseguem antecipar desvios e preservar valor.
Em síntese, contratos não devem funcionar como documentos estáticos. Pelo contrário, devem operar como sistemas dinâmicos. Assim, contribuem para mitigar riscos e ampliar resultados em projetos complexos.
Confira mais detalhes na íntegra em: Valor Econômico – Projetos de construção: custo invisível do pós-assinatura