Na mídia
Governo amplia leilões de infraestrutura em 2026
16/01/2026
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16/01/2026
O governo federal anunciou a ampliação do programa de leilões de infraestrutura para 2026, com foco em concessões de rodovias e ferrovias em diferentes regiões do país. A estratégia tem como um de seus principais pilares a atuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vem desempenhando papel relevante na estruturação e no financiamento dos projetos.
A expectativa do governo é que esse apoio contribua para reduzir riscos, aumentar a previsibilidade dos contratos e estimular a participação do capital privado.
Estão previstas 14 licitações de rodovias e 8 de ferrovias, com investimentos estimados em aproximadamente R$ 300 bilhões ao longo dos contratos. Esses projetos envolvem ativos estratégicos para a logística e o desenvolvimento regional.
Além disso, o cronograma divulgado sinaliza a intenção de manter uma agenda contínua de concessões, o que tende a fortalecer a confiança do mercado e facilitar o planejamento dos investidores.
O BNDES vem adotando mecanismos voltados à melhoria das condições de financiamento. Entre eles, destacam-se a flexibilização de garantias, a ampliação do acesso ao crédito e a oferta de instrumentos financeiros ajustados às características de cada projeto.
Nesse contexto, o banco atua não apenas como financiador, mas também como agente estruturador. Dessa forma, contribui para tornar os projetos mais atrativos, especialmente em um cenário de juros elevados e maior seletividade por parte dos investidores.
Outro aspecto relevante é o amadurecimento do modelo de concessões no país. A experiência acumulada em projetos anteriores permitiu o aprimoramento dos estudos de viabilidade, das projeções de demanda e das estruturas contratuais.
Como resultado, os novos editais tendem a apresentar maior equilíbrio na alocação de riscos. Isso reduz incertezas e aumenta a segurança jurídica para os participantes dos certames.
Além das rodovias e ferrovias, o governo sinaliza a continuidade de investimentos em outros segmentos de infraestrutura. Esse movimento reforça a importância da coordenação entre políticas públicas, regulação eficiente e instrumentos adequados de financiamento.
Por esse motivo, a análise jurídica especializada ganha ainda mais relevância. Questões relacionadas à modelagem contratual, ao financiamento, às garantias e à governança permanecem centrais ao longo de todo o ciclo dos projetos.
Confira maiores detalhes da notícia: O Globo