Reforma Tributária: transição e benefícios fiscais

05/02/2026

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A Reforma Tributária sobre o consumo institui um período prolongado de transição, no qual o sistema atual e o novo modelo de tributação coexistirão. Nesse contexto, o desenho adotado busca reduzir impactos abruptos. Por outro lado, impõe desafios relevantes às empresas, especialmente em termos de planejamento, governança e gestão de riscos ao longo do processo de implementação.

Convivência entre regimes tributários

Durante a transição, os tributos atualmente vigentes e os novos instrumentos de tributação sobre o consumo operarão de forma simultânea. Como resultado, a complexidade operacional tende a aumentar, exigindo das empresas controles paralelos, adequação de sistemas e acompanhamento constante das mudanças normativas.

Além disso, a correta gestão desse período torna-se essencial para evitar inconsistências fiscais e mitigar contingências futuras, sobretudo diante da sobreposição temporária de regras e obrigações.

Redesenho dos benefícios fiscais

A substituição do ICMS e do ISS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), aliada à adoção da tributação no destino, altera de forma significativa a lógica dos benefícios fiscais concedidos por Estados e Municípios. Nesse novo cenário, incentivos baseados na origem tendem a perder eficácia. Consequentemente, ganham relevância critérios como neutralidade econômica, previsibilidade e segurança jurídica.

Dessa forma, projetos e estruturas empresariais concebidos a partir de incentivos regionais passam a demandar reavaliação criteriosa, considerando os efeitos do novo modelo ao longo do período de transição.

Enfraquecimento da guerras ficas

A transição para o novo modelo contribui para o enfraquecimento gradual da guerra fiscal entre entes federativos. Assim, a redução da competição por arrecadação tende a diminuir distorções na alocação de investimentos.

Ainda que os efeitos não sejam imediatos, o novo modelo favorece, ao longo do tempo, um ambiente de negócios mais equilibrado e racional, com maior alinhamento entre arrecadação e local de consumo.

Impactos contratuais e financeiros

As mudanças no regime de tributação produzem impactos diretos sobre contratos de médio e longo prazo, especialmente aqueles que preveem benefícios fiscais como elemento central de viabilidade econômica. Por essa razão, cláusulas de reajuste, repasse tributário e equilíbrio econômico-financeiro demandam revisão à luz do novo contexto normativo.

Nesse sentido, a análise contratual assume papel relevante como instrumento de mitigação de riscos durante o período de transição.

Governança tributária na transição

A gestão eficiente do período de transição exige planejamento estruturado, revisão de processos e fortalecimento da governança tributária. Além disso, a adequação de sistemas, a integração entre áreas internas e o monitoramento contínuo das mudanças normativas tornam-se medidas indispensáveis para assegurar conformidade e previsibilidade.

Por fim, a preparação antecipada permite às empresas atravessar o período de implementação com maior segurança, reduzindo riscos e identificando oportunidades no ambiente tributário.

Confira o material na íntegra: One Page Report_Benefícios fiscais e transição

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