Na mídia
Reforma Tributária: impactos setoriais e desafios para as empresas
18/02/2026
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18/02/2026
A Reforma Tributária sobre o consumo promove alterações estruturais na forma de apuração, no aproveitamento de créditos e na repartição das receitas. No entanto, seus efeitos não se manifestam de maneira uniforme entre os setores econômicos. Pelo contrário, as mudanças impactam cada atividade de forma distinta, conforme a estrutura operacional, a cadeira produtiva e o modelo de negócios adotado.
Nesse contexto, a substituição de tributos, a adoção da não cumulatividade plena e a tributação no destino produzem consequências específicas. Por isso, análises genéricas mostram-se insuficientes, sendo necessária uma leitura setorial para a correta identificação de riscos, oportunidades e estratégias de adaptação ao novo modelo tributário.
Os impactos da Reforma tributária variam significativamente entre os setores. Enquanto algumas atividades enfrentam maior pressão sobre fluxo de caixa, outras lidam com desafios relacionados à carga tributária, ao creditamento ou à reorganização contratual. Assim, a compreensão dessas diferenças torna-se essencial para orientar decisões estratégicas.
No setor imobiliário, a Reforma Tributária pode gerar riscos relevantes de reprecificação de ativos e contratos. Além disso, há impactos diretos no fluxo de caixa ao longo da cadeia, bem como a necessidade de atenção ao aproveitamento de créditos no novo modelo de não cumulatividade.
Diante desse cenário, a transição exige revisão contratual e análise cuidadosa da estrutura de custos, a fim de preservar o equilíbrio econômico-financeiro das operações.
O setor de varejo tende a enfrentar desafios operacionais relevantes. Entre eles, destacam-se a pressão sobre o fluxo de caixa, os potenciais efeitos do split payment, a necessidade de revisão das políticas de preços e o aumento das exigências de compliance fiscal.
Por esse motivo, a adaptação ao novo modelo demanda integração entre planejamento tributário e operação, além de ajustes nos processos internos.
No setor de óleo e gás, os principais pontos de atenção envolvem o risco de aumento da carga tributária, a incidência do Imposto Seletivo e os desafios relacionados ao aproveitamento de créditos. Além disso, a elevada complexidade regulatória do setor exige avaliação técnica aprofundada e acompanhamento constante das mudanças normativas.
As empresas de tecnologia enfrentam questões específicas no novo modelo tributário. Entre elas, destacam-se a definição do local do consumo, a tributação de serviços digitais e os impactos em operações cross-border.
Esses fatores exigem interpretação cuidadosa das novas regras e adequação dos modelos operacionais, especialmente em negócios com atuação internacional.
No setor de infraestrutura, os impactos concentram-se no estresse do fluxo de caixa, na revisão de contratos de longo prazo e nos efeitos sobre tarifas e estruturas de funding. Nesse cenário, a previsibilidade tributária torna-se elemento central para a viabilidade econômica e financeira dos projetos.
Diante da diversidade de impactos, cada setor exige soluções sob medida. A gestão eficiente da Reforma Tributária demanda análise setorial aprofundada, revisão de estruturas e fortalecimento da governança tributária. Dessa forma, as empresas conseguem mitigar riscos e orientar decisões estratégicas no novo ambiente fiscal.
Confira a análise na íntegra: One Page Report_Impactos setoriais