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Sale and leaseback: como a operação pode liberar capital para o crescimento das empresas

07/08/2026

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As operações de sale and leaseback vêm ganhando espaço como alternativa para empresas que desejam liberar capital sem comprometer a continuidade de suas atividades. Em artigo publicado pelo Congresso em Foco, os sócios Felipe Lisbôa e Roberto Oliveira mostram como esse modelo permite transformar ativos imobiliários em recursos para expansão. Os autores destacam que a operação exige planejamento financeiro, contratual e tributário.

Como funciona o sale and leaseback

No de sale and leaseback, a empresa vende um ativo imobiliário a um investidor e, ao mesmo tempo, firma um contrato de locação para continuar utilizando o imóvel. Com essa estrutura, a empresa converte um ativo imobilizado em recursos financeiros e mantém a continuidade das operações.

Segundo os autores, empresas dos setores de logística, indústria, varejo e, mais recentemente, energia, utilizam esse modelo com maior frequência. Esses segmentos concentram grande volume de ativos físicos e podem direcionar o capital liberado para investimentos ligados à atividade principal do negócio.

Uma estratégia para melhor alocação de capital

O artigo explica que muitas empresas recorrem ao sale and leaseback não por necessidade financeira, mas para melhorar a alocação de capital. Em vez de manter recursos imobilizados em imóveis, elas destinam esse capital a investimentos que podem gerar maior retorno.

Os autores também lembram que o mercado brasileiro já utilizou essa estrutura em resposta a mudanças regulatórias. Um exemplo ocorreu com as instituições financeiras após medidas do Banco Central que limitaram a participação de ativos imobilizados em seus balanços.

Além disso, o setor de energia tem ampliado o uso desse modelo. Empresas que investem em ativos próprios de geração ou infraestrutura energética podem recuperar o capital investido por meio da venda desses ativos, mantendo sua utilização mediante contratos de longo prazo.

Benefícios e cuidados na estruturação

Na visão dos investidores, especialmente fundos imobiliários, operações de sale and leaseback oferecem previsibilidade de receita por meio de contratos de locação de longo prazo com empresas de perfil consolidado.

Por outro lado, Felipe Lisboa e Roberto Oliveira ressaltam que a decisão exige análise criteriosa. Entre os pontos de atenção estão os impactos das regras contábeis previstas no IFRS 16, que alteraram o tratamento dos contratos de locação; a rigidez que contratos de longo prazo podem representar diante de mudanças operacionais; e os possíveis reflexos sobre cláusulas de financiamentos já existentes.

Nesse contexto, o sale and leaseback se apresenta como uma alternativa de gestão patrimonial e financeira capaz de apoiar a estratégia de crescimento das empresas, desde que sua estruturação esteja alinhada aos objetivos do negócio e seja acompanhada de planejamento adequado.

Confira o texto na íntegra: Vender para crescer: operações sale and leaseback

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